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Há perguntas que têm de ser feitas!

Quem quer que sejas
Onde quer que estejas
Diz-me se...
É este o mundo que desejas!?

Homens rezam, acreditam,
Morrem por ti!
Dizem que estás em todo o lado
Mas não sei se já te vi!

Vejo tanta dor no mundo
Pergunto-me se existes!?
Onde está a tua alegria
Neste mundo d'homens tristes!?

Se ensinas o bem
Porque é que somos maus por natureza!?
Se tudo podes
Porque é que não vejo comida à minha mesa?

Perdoa-me as dúvidas
Tenho que perguntar
Se sou teu filho e tu me amas
Porque é que me fazes chorar?

Ninguém tem a verdade
O que sabemos são palpites
Sangue é derramado em teu nome
É porque o permites

Se me deste olhos
Porque é que não vejo nada?!
Se sou feito à tua imagem
Porque é que eu durmo na calçada!?

Será que pedir a paz entre os homens
É pedir demais!?
Porque é que sou discriminado
Se somos todos iguais!?

Porquê!?
Porque é que os Homens se comportam como irracionais?!
Porque é que guerras, doenças matam cada vez mais?!
Porque é que a paz não passa de ilusão?!
Como pode o Homem amar com armas na mão?!
Porquê!?
Peço perdão pelas perguntas que têm que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho será que me aceitas?!
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei!
Eu acredito é na Paz e no Amor!

Por favor não deixes o mal
Entrar no meu coração
Dou por mim a chamar
O teu nome em horas d'aflição

Mas... Tens tantos nomes!
És rei de tantos tronos!
Se o Homem nasce livre
Porque é que alguns são donos?!

Quem inventou o ódio?!
Quem foi que inventou a guerra?!
Às vezes acho que o inferno
É um lugar aqui na Terra!

Não deixes crianças
Sofrer pelos adultos
Os pecados são os mesmos
O que muda são os cultos

Dizem que ensinaste o Homem
A fazer o bem
Mas no livro que escreveste
Cada um só lê o que lhe convém

Passo noites em branco
Quase sem dormir a pensar
Tantas perguntas
Tanta coisa por explicar

Interrogo-me
Penso no destino que me deste
E tudo o que me acontece
É porque tu assim quiseste

Porque é que me pões de luto
E me levas quem eu amo?!
Será que é essa a justiça
Pela qual eu tanto clamo?!

Será que só percebemos
Quando chegar a nossa altura!?
Se calhar desse lado
Está a felicidade mais pura!

Mas se nada fiz
Nada tenho a temer
A morte não me assusta
O que assusta é a forma de morrer!

Porque é que os Homens se comportam como irracionais?!
Porque é que guerras, doenças matam cada vez mais?!
Porque é que a paz não passa de ilusão?!
Como pode o Homem amar com armas na mão?!
Porquê!?
Peço perdão pelas perguntas que têm que ser feitas
E se escolher o meu caminho será que me aceitas?!
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei!
Eu acredito é na Paz e no Amor!

Quanto mais tento aprender
Mais sei que nada sei
Quanto mais chamo o teu nome
Menos entendo o que chamei

Por mais respostas que tenha
A dúvida é maior
Quero aprender com os meus defeitos
Acordar um homem melhor

Respeito o meu próximo
Para que ele me respeite a mim
Penso na origem de tudo
E penso como será o fim!

A morte é o fim
Ou é um novo amanhecer?!
Se é começar outra vez
Então já posso morrer!

(Teresa Salgueiro)
Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
O meu sonho acaba tarde
Acordar é que eu não queria!
Há perguntas que têm de ser feitas!      Quem quer que sejas   Onde quer que estejas   Diz-me se...   É este o mundo que desejas!?      Homens rezam, acreditam,   Morrem por ti!   Dizem que estás em todo o lado   Mas não sei se já te vi!      Vejo tanta dor no mundo   Pergunto-me se existes!?   Onde está a tua alegria   Neste mundo d'homens tristes!?      Se ensinas o bem   Porque é que somos maus por natureza!?   Se tudo podes   Porque é que não vejo comida à minha mesa?      Perdoa-me as dúvidas   Tenho que perguntar   Se sou teu filho e tu me amas   Porque é que me fazes chorar?      Ninguém tem a verdade   O que sabemos são palpites   Sangue é derramado em teu nome   É porque o permites      Se me deste olhos   Porque é que não vejo nada?!   Se sou feito à tua imagem   Porque é que eu durmo na calçada!?      Será que pedir a paz entre os homens   É pedir demais!?   Porque é que sou discriminado   Se somos todos iguais!?      Porquê!?   Porque é que os Homens se comportam como irracionais?!   Porque é que guerras, doenças matam cada vez mais?!   Porque é que a paz não passa de ilusão?!   Como pode o Homem amar com armas na mão?!   Porquê!?   Peço perdão pelas perguntas que têm que ser feitas   E se eu escolher o meu caminho será que me aceitas?!   Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei!   Eu acredito é na Paz e no Amor!      Por favor não deixes o mal   Entrar no meu coração   Dou por mim a chamar   O teu nome em horas d'aflição      Mas... Tens tantos nomes!   És rei de tantos tronos!   Se o Homem nasce livre   Porque é que alguns são donos?!      Quem inventou o ódio?!   Quem foi que inventou a guerra?!   Às vezes acho que o inferno   É um lugar aqui na Terra!      Não deixes crianças   Sofrer pelos adultos   Os pecados são os mesmos   O que muda são os cultos      Dizem que ensinaste o Homem   A fazer o bem   Mas no livro que escreveste   Cada um só lê o que lhe convém      Passo noites em branco   Quase sem dormir a pensar   Tantas perguntas   Tanta coisa por explicar      Interrogo-me   Penso no destino que me deste   E tudo o que me acontece   É porque tu assim quiseste      Porque é que me pões de luto   E me levas quem eu amo?!   Será que é essa a justiça   Pela qual eu tanto clamo?!      Será que só percebemos   Quando chegar a nossa altura!?   Se calhar desse lado   Está a felicidade mais pura!      Mas se nada fiz   Nada tenho a temer   A morte não me assusta   O que assusta é a forma de morrer!      Porque é que os Homens se comportam como irracionais?!   Porque é que guerras, doenças matam cada vez mais?!   Porque é que a paz não passa de ilusão?!   Como pode o Homem amar com armas na mão?!   Porquê!?   Peço perdão pelas perguntas que têm que ser feitas   E se escolher o meu caminho será que me aceitas?!   Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei!   Eu acredito é na Paz e no Amor!      Quanto mais tento aprender   Mais sei que nada sei   Quanto mais chamo o teu nome   Menos entendo o que chamei      Por mais respostas que tenha   A dúvida é maior   Quero aprender com os meus defeitos   Acordar um homem melhor      Respeito o meu próximo   Para que ele me respeite a mim   Penso na origem de tudo   E penso como será o fim!      A morte é o fim   Ou é um novo amanhecer?!   Se é começar outra vez   Então já posso morrer!      (Teresa Salgueiro)   Ao largo ainda arde   A barca da fantasia   O meu sonho acaba tarde   Acordar é que eu não queria!